Alexandre J. Beltrão Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado da Paraíba.

 

 

 

 

Primeira

A cidade de Santo Antônio do Descoberto, localizada no Estado de Goiás, município de 62 mil habitantes, é a primeira a ter acesso a Internet através do “PNBL - Plano Nacional de Banda Larga” do governo federal. A partir de agora os habitantes da cidade podem ter acesso a Internet, com velocidade de 1 Mbps, pagando R$ 35,00 por mês, além do investimento inicial de R$ 300,00 para aquisição do modem e sua instalação. A empresa Sadnet será a responsável pelo serviço na cidade de Santo Antônio do Descoberto. Em minha opinião este preço (modem + instalação) está extremamente caro e não nada “popular”, visto que as empresas de telefonia, em geral, cobram R$ 150,00 por este tipo de serviço. Isso (o preço de R$ 300,00) precisa ser revisto!

Apoio à inovação para as MPEs

O SEBRAE - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e a FINEP - Financiadora de Estudos e Projetos, órgão do MCT – Ministério da Ciência e Tecnologia, estão preparando uma reformulação do PRIME - Programa Primeira Empresa Inovadora, que aqui no Estado é gerenciado pela Fundação Parque Tecnológico da Paraíba, e que é voltado para empreendimentos de médio e pequeno porte. Com a reformulação, que estará pronta ainda este ano, o programa será chamado de “Programa de Apoio à Inovação em Micro e Pequenas Empresas” e será mais abrangente que o atual e terá como meta principal, segundo a FINEP, “diminuir a distância entre as pequenas empresas e a inovação”. Para 2012 o investimento previsto será da ordem de R$ 270 milhões, recursos que serão disponibilizados na modalidade de subvenção econômica. Também estão participando deste “redesenho” do programa a ANPROTEC - Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores e do CONFAP - Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa.

Indústria de Alta Tecnologia

O IEDI - Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial, utilizando dados do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, fez uma análise da produção da indústria brasileira e concluiu que “o crescimento industrial variou conforme o grau de complexidade tecnológica”. Pelo documento do IEDI, os setores industriais onde o uso de tecnologia é intensivo, como o aeronáutico, de equipamentos médico-hospitalares, relógios, computadores, televisores e aparelhos de DVD, o aumento de produção foi de 6,6% nos primeiro seis meses deste ano, na comparação com igual período de 2010. Um crescimento excelente, se comparado, com outros setores industriais, todos de baixa complexidade tecnológica, que tiveram queda média de 1,6%, no mesmo período. O estudo só comprova o que os representantes dos setores industriais “intensivos em tecnologia” vêm dizendo há anos, “tecnologia agrega valor ao produto e impacta, positivamente, o faturamento das empresas”.

“El Niño”

A revista cientifica “Nature” trás um estudo bem interessante sobre a relação entre o fenômeno climático “El Niño” e os riscos de guerra civil, em algumas regiões do mundo. Segundo os cientistas da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, que realizaram o estudo, “o El Niño, espalha ar seco e quente pelo planeta (na parte tropical do Pacífico e influencia o clima na África, Oriente Médio, Índia, Sudeste da Ásia, Austrália e Américas) a cada quatro anos, em média, duplica o risco de guerras civis e crises humanitárias, em 90 países tropicais”. Pela pesquisa, entre os anos de 1950 e 2004 um de cada cinco conflitos civis nestes países, foram influenciados pelo El Niño. Ou seja, 20% deles e este percentual é relevante. Tudo indica que o estudo comprova que mudanças climatológicas, realmente, causaram conflitos e declínio de sociedades no passado e continuam afetando as nossas vidas atualmente, a exemplo das agitações civis no Peru, em 1982, no Sudão, em 1963, 1976 e 1983, em El Salvador, Filipinas e Uganda, em 1972, Angola, Haiti e Mianmar em 1991, Congo, Eritréia e Ruanda em 1997. Será?

Incentivos para Exportar

Uma nova forma de incentivar as MPEs – Micro e Pequenas Empresas a entrar no mercado exterior está sendo proposta pelo governo federal. A idéia é que as empresas com faturamento, anual, de até R$ 3,6 milhões no mercado brasileiro e, portanto, enquadradas no “Supersimples”, vão poder ter uma receita igual com as exportações sem serem excluídas do Supersimples. Na pratica o limite do Supersimples passa a ser de R$ 7,2 milhões, sendo 50% no mercado interno e 50% no mercado externo. Esta medida vinha sendo solicitada pelo SEBRAE faz muito tempo e deve aumentar, rapidamente, o número de MPEs exportadoras.

EMBRAPII

O governo federal criou um GT (Grupo de Trabalho) e disponibilizou R$ 30 milhões, com o objetivo de criar a EMBRAPII - Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial. A nova empresa terá como objetivo principal, segundo o MCT – Ministério da Ciência e Tecnologia, “o estabelecimento de uma rede de cooperação entre empresas nacionais, instituições científicas e tecnológicas e instituições privadas, com vistas à geração de produtos e processos inovadores”. A EMBRAPII será uma instituição com gestão compartilhada entre o setor público e a iniciativa privada, com predominância do setor privado, e que vai possibilitar a conexão entre a comunidade científico-tecnológica e as empresas. O modelo em estudo é o do Instituto Fraunhofer, da Alemanha, entidade composta por 60 centros de pesquisa especializados em diversas áreas tecnológicas e de inovação.

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