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Para pessoas com visão de futuro |
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O Hexa do Mengão Violência não.
Sou rubro-negro de coração e fiquei muito feliz com o HEXA campeonato do Mengão, embora as polêmicas. Meus filhos nunca viram o Flamengo vencer um título nacional e eles se emocionaram como o pai. Foi linda a arrancada num campeonato muito disputado. Até entrar a violência. Eu não consigo entender, por mais que me esforce, porque as pessoas perdem a cabeça por nada. Vejam bem: futebol é diversão, ganhar ou perder faz parte. A cabeça fica inchada com a derrota, tem a gozação dos amigos, mas isso passa, há coisas muito mais importantes na vida. Então, sair esbofeteando pessoas porque seu time perdeu e até por que venceu é de uma inacreditável falta de bom senso, camaradagem, espírito esportivo, e até, por que não dizer, insanidade, mesmo que temporária. O que leva pessoas que, a princípio, saíram para se divertir, subverterem o motivo que as moveu e transformarem uma festa numa tragédia? Definitivamente as guerras começam dentro de nós, porque violência é o pior que pode existir no ser humano, principalmente quando ela é desencadeada absolutamente nada. Seu time perdeu? E daí? Cabeça inchada, gozação dos amigos e pronto. Faz parte do futebol, tem que agüentar o tranco com dignidade, essa é a magia, o segredo do sucesso deste esporte. Hoje você é o alvo das brincadeiras, amanhã será outro. O mais importante da vida é a preservação da paz com todos, é o trabalho, a família, os amigos e amores. Futebol é diversão, tem que saber brincar quando se ganha ou se perde. Violência é doença no homem, no grupo, na sociedade, no planeta. E eu digo: estamos todos muito doentes. Graças a Deus que existem homens e mulheres, embora muito poucos, que são da paz, que lutam por ela sem violência, porque não adianta nada lutar por direitos humanos ou contra a violência usando como arma uma violência ainda maior. É paradoxal, absurdo. As guerras são o maior dos males, mas existe uma guerra que pode trazer a paz: aquela que travaremos contra nós mesmos, contra nossa violência interior. Para se acabar com a violência, cada pessoa terá que travar sua própria batalha particular. Voltando ao futebol, foi um grande campeonato, voltas e reviravoltas na tabela trouxeram emoção do início ao fim, e o meu Mengão sagrou-se, depois de dezessete longos anos, o legítimo campeão. Qual terá sido o segredo de sair lá debaixo da tabela e, em dois meses, chegar ao topo? Eu aposto na humildade e tranqüilidade de um “eterno” interino que deu a volta por cima e mostrou que a gente pode ser grande sem ser arrogante, comandar sem gritar, dizer muito falando pouco. Este é o técnico Andrade. Agora chega senão vou falar disso até o hepta. Saudações a todos.
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Mauro Barbosa Gomes Visite o blog do autor: http://blogs.abril.com.br/letrarte Email para contato: mbgmauro@gmail.com
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