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Mauro Barbosa Gomes Visite o blog do autor: http://blogs.abril.com.br/letrarte Email para contato: mbgmauro@gmail.com
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Pé no chão e taça na mão
Depois de assistir ao amistoso Brasil 0 X 1 Argentina (embora contra os “Hermanos” seja sempre decisão), cheguei às seguintes conclusões: A renovação da seleção foi boa, mas precisa muito trabalho para amadurecer esse time, ainda está mais pra verde que pra maduro. Não podemos entrar nesta perigosa armadilha do "já ganhou" porque somos os melhores do mundo, já que sempre haverá um Messe, um Sneijder ou um Zidane no nosso caminho. Isso sem falar em Paolo Rossi e no pior de todos eles, aquele que quase não se pode dizer o nome e sobre quem falaremos no decorrer desta crônica. As palavras de ordem devem ser trabalho e humildade para termos sucesso em 2014. Precisamos ter o pé no chão para que possamos terminar a Copa com a taça na mão. Não dá mais para acharmos que seremos campeões só com peso da camisa amarela, embora alguns locutores de TV teimem que nossa seleção é a melhor e precisa vencer sempre. Isso foi no tempo de Pelé e Cia, agora o futebol está nivelado, e acho que por baixo. O Messe nos anos 1960 e 1970 seria um bom jogador, nada mais. Hoje é o melhor do mundo, porque a coisa está equilibrada. Então, dentro desta nova realidade, concluímos que não podemos nos deixar levar pela soberba de alguns que acham que o Brasil é pentacampeão do mundo, e por isso precisa vencer sempre. O melhor é quem precisa vencer, se for o Brasil, ótimo, mas para isso há que se trabalhar muito. Tempo existe, pois ainda temos quatro anos pela frente, sem nos esquecermos que a Copa do Mundo será aqui, e sendo assim, haja pressão! Acho que o Mano Menezes errou nas substituições, mas como todo brasileiro é técnico, cada um tem sua opinião. A minha é que devemos nos lembrar das lições do passado, é pra isso que ele serve, e a maior de todas, a que a imprensa falada, escrita e televisada jamais esquece, é a fatídica derrota de 1950 para o Uruguai de Ghiggia. O perigoso “já ganhou” dominava o país na época, e os 203 mil representantes da nação brasileira que lotaram o Maracanã, assistiram a maior tristeza por que já passou o futebol tupiniquim. Ainda bem que eu nem era nascido, mas mesmo assim sinto uma dor no peito quando vejo as imagens do gol, dos jogadores e da torcida chorando, me angustio com a percepção do silêncio que tomou conta do país. Os leitores vão achar que estou falando cedo demais, a Copa ainda está longe, temos que pensar no hoje, na política, na economia, etc. Eu sei, mas é que fiquei com a pulga atrás da orelha com aquele gol do Messe aos 45 minutos do segundo tempo, ainda por cima com a presença do Zidane (aquele agourento) no estádio. Dá o que pensar, né não? E se fosse final da Copa, Elencyr? Deus me livre! Bom, quem avisa amigo é, depois não vai dizer que eu não alertei, pois que está eternizado na InfoWebNews. Por isso repito: vamos colocar os pés no chão desde já, para quando chegarmos no fim do túnel e avistarmos a luz, a taça do mundo seja nossa, porque aí sim, com brasileiro, não haverá quem possa. |
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