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NEWS

Para pessoas

com visão

de futuro

Mauro Barbosa Gomes

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mbgmauro@gmail.com

 

Pessoas de bem

        

 

 

São tão poucas as pessoas de bem no mundo, que quando alguma delas parte, há um vazio no planeta.  Foi o que aconteceu quando se soube da morte do político e empresário José Alencar.

Ele foi um homem que lutou com todas as forças pela vida, mas entregou-a docemente à morte, sem medo, sem revolta ou tristeza. Um exemplo raro de se ver. E aí está uma lição que quero compartilhar com os amigos leitores. Nós vivemos neste turbilhão de coisas a fazer e conquistar, sendo que tais assuntos nos consomem todo o tempo, e não paramos para pensar no que realmente é o melhor. Não vou aqui ficar falando de filosofia de vida ou dar dicas de como conquistar isso ou aquilo. As prateleiras das livrarias estão repletas de livros de auto-ajuda, não é esse o caso.

Este texto está mais para compartilhar uma reflexão, ou seja, se vamos todos morrer em algum momento, por que lutamos com tanta avidez para conquistar coisas que nos fugirão um dia, em detrimento do que realmente importa? Não pensem que falo isso porque faço. Não. Procuro as mesmas coisas, não sou diferente de ninguém, mas penso insistentemente se esse é o melhor caminho. Um sábio da humanidade disse que a pior mentira é aquela que contamos para nós mesmos.  Fico cogitando se o que eu vivo hoje é o que eu realmente desejo. Corro atrás de coisas que me trazem reconhecimento, status, prazer, mas poucas vezes me sinto feliz com isso. Nas atitudes anônimas e aparentemente ínfimas, normalmente encontro a verdadeira alegria.

José Alencar lutou, por quase uma década, contra uma doença que o levou do nosso convívio. Mas ele teimava em transmitir uma tranquilidade que me perturbava, já que eu não entendia o porquê daquilo. Está certo, ele tinha dinheiro, acesso aos melhores tratamentos, mas não é esse o ponto. O que conta aqui é a forma como ele viveu essa dor, essa espera. Viver é aguardar a morte, e enquanto ela não vem, o que fazemos da vida?

O vice de Lula nos mostrou que o importante é ser feliz com o tempo que nos for concedido, tentando fazer o que gostamos, mesmo que, inevitavelmente, saibamos que somos tão frágeis e perecíveis quanto qualquer outro ser vivo. O que nos diferencia dos animais é a inteligência, e a finalidade desta é transformar o princípio latente do instinto em sentimentos nobres. Esse o objetivo a atingir. Entretanto, alguém bem mais nobre e inteligente do que eu me fez pensar que ainda estamos mais próximos do início do que da meta.

Observemos à volta. O planeta está literalmente sacudindo nossas convicções, mudando o eixo da Terra, mostrando quem manda. A história tem comprovado incessantemente que tudo o que o homem conquista através da força, do poder e da ambição sem limites, cai por terra, mais cedo ou mais tarde.  Por outro lado, igualmente atestamos que pessoas de bem vencem suas lutas pacificamente. Elas, certamente, devem ter escolhido a melhor parte. Sendo assim, até quando insistiremos em achar que somos os donos do mundo?

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Pedidos de fim de ano

Ser ou não ser

Um carioca em Sampa

Alguém lá em cima gosta de mim

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A Origem, a onda

Papo de magra

Pé no chão e taça na mão

Crônica de Natal

Ressaca e hipocrisia

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Pessoas de bem