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O projeto está sendo desenvolvido pela IBM – responsável também pelo Roadrunner – em parceria com cinco universidades americanas e o Pentágono. Não há previsão para a inauguração da máquina. A primeira etapa começará em nove meses e custará US$ 4,9 milhões.

 

O projeto unirá a tecnologia dos supercomputadores com fundamentos da nanotecnologia (pesquisa de estruturas em escala atômica) e da neurociência (estudo dos neurônios e suas conexões). Essa ciência tem um nome: computação cognitiva. Os computadores inicialmente definem um objetivo e depois criam os processos de cálculo para resolvê-lo. O cérebro trabalha com processos de cálculo preestabelecidos para decifrar o problema. O desafio é reunir as duas pontas de modo a produzir algo muito parecido com a mente humana e sua capacidade de integrar a informação dos sentidos e criar categorias de espaço e tempo.

 

Procurar no estacionamento um carro cuja localização foi esquecida é um bom exemplo de como trabalha a mente, explica Philip Wong, da Universidade Stanford, ao jornal International Herald Tribune. Essa busca requer um conjunto de processos mentais que misturam sensações, percepções, aprendizado e razão. E essa complexa operação só pode ser feita pelo cérebro. O projeto poderá definir como será a próxima geração de computadores. Essa primeira etapa, no entanto, não pecará pela ambição. Há modéstia na largada: o computador da IBM simulará a inteligência de um gato.

Computador simulará funcionamento da mente

Os cientistas já desenvolvem supercomputadores, poderosas máquinas milhares de vezes mais rápidas do que os computadores comuns. O mais veloz deles é o Roadrunner, anunciado em junho deste ano, capaz de processar 1 quatrilhão (1 000 000 000 000 000) de cálculos por segundo. Agora os pesquisadores tentam construir uma máquina ainda mais ambiciosa, capaz de imitar o funcionamento do cérebro.

Cérebro eletrônico quer pensar

Fonte: Revista da Semana